Tratamento com hipnose clínica
Hipnoterapia para Fobias
Avião, direção, elevador, agulha, altura: um medo que você sabe ser exagerado, mas que decide aonde você vai e o que você evita.
Psicoterapia com hipnose clínica para fobias específicas, no Tatuapé e online.
O que é uma fobia específica
Pelos critérios do DSM-5-TR, na fobia específica o medo ou a ansiedade surgem quase sempre diante do objeto ou da situação, são desproporcionais ao perigo real, costumam durar seis meses ou mais e levam à evitação ou a um enfrentamento com muito sofrimento. O quadro causa prejuízo importante na vida da pessoa. Só um profissional pode diagnosticar.
Os principais fobias específicas tratadas na clínica
Tratamentos de fobias com Hipnoterapia
Cada fobia tem características próprias e pede um cuidado específico. Escolha a que mais se parece com o que você vive:
Falar em Público
Medo de apresentar, falar em reuniões ou de ser avaliado(a) ao falar
Medo de Avião
Medo de voar, de turbulência ou de estar dentro da aeronave
Medo de Dirigir
Medo de estar ao volante, em vias rápidas, à noite ou depois de um susto
Medo de Água
Medo da água, de nadar, afundar ou de entrar na piscina ou no mar
Claustrofobia
Medo de ficar preso(a) em elevadores, túneis e salas pequenas
Medo de Altura
Medo de pontes, sacadas, escadas ou de olhar para baixo
Medo de Injeção
Medo de agulhas, de vacinas, de coletas de sangue e procedimentos
Medo de animais
Medo intenso de cães, gatos, insetos, aranhas ou outros animais
Medo comum ou fobia?
| Aspecto | Medo comum | Fobia específica |
|---|---|---|
| Intensidade | Proporcional ao perigo real | Desproporcional ao perigo real |
| Reação | Desconforto que se consegue tolerar | Ansiedade intensa e imediata, às vezes com crise de pânico, até só de pensar |
| Evitação | Pouca; a pessoa enfrenta quando precisa | Evita ou enfrenta com muito sofrimento |
| Duração | Passageiro | Persistente, em geral seis meses ou mais |
| Impacto na vida | Pouco ou nenhum | Limita viagens, trabalho, saúde ou relações |
Para conhecer medos curiosos que também são fobias, leia fobias estranhas.
Os principais tipos de fobia
Os manuais de diagnóstico agrupam as fobias específicas em tipos:
- Situações: medo de avião, medo de dirigir e claustrofobia.
- Ambiente natural: medo de altura e medo de água.
- Sangue, injeção e ferimentos: medo de injeção.
- Animais: medo de animais.
O medo de falar em público não é classificado como fobia específica, e sim como uma forma de ansiedade social. Ele aparece aqui porque é um dos medos mais procurados, e a abordagem é parecida. Se o medo se estende a outras situações sociais, veja hipnoterapia para fobia social.
Sintomas de uma fobia
No corpo
- Coração acelerado, falta de ar, suor, tremores e tontura diante do objeto ou da situação, ou só de pensar nele.
- Em alguns casos, crise de pânico.
Nos pensamentos
- Previsões catastróficas (“o avião vai cair”, “vou desmaiar”, “vou ser mordido(a)”).
- Imagens mentais vívidas do que se teme.
No comportamento
- Evitar o objeto ou a situação, ou planejar a vida para não encontrá-los.
- Só enfrentar com companhia, com remédio ou com rituais de segurança.
Como as fobias se desenvolvem
Não existe uma causa única. As fobias costumam surgir por três caminhos, que podem se somar: uma experiência assustadora vivida diretamente, o aprendizado ao ver outra pessoa reagir com medo e a informação recebida, como notícias e histórias. A predisposição individual também conta. Muitas fobias começam na infância, mas podem surgir em qualquer fase da vida.
O que mantém a fobia
O que mantém a fobia é a evitação. Ao evitar o objeto temido, a pessoa sente alívio imediato, e isso ensina ao cérebro que o perigo era real e que fugir foi a escolha certa. Assim, a previsão catastrófica nunca é testada, e o medo se mantém ou cresce. Por isso o tratamento não consiste em “convencer” a pessoa de que não há perigo, e sim em permitir que ela descubra, de forma gradual e segura, que consegue enfrentar.
Fobia ou outro quadro?
- Se o medo é de ter crises súbitas, veja hipnoterapia para síndrome do pânico.
- Se o medo é de não conseguir escapar ou receber ajuda em vários tipos de lugar, veja hipnoterapia para agorafobia.
- Se o medo é de ser julgado(a) pelos outros, veja hipnoterapia para fobia social.
- Para uma visão geral, veja hipnoterapia para ansiedade.
Quando procurar ajuda
- Você evita o objeto ou a situação, e isso limita viagens, trabalho, estudos ou relações.
- Você evita cuidados de saúde por causa do medo, como exames, vacinas ou tratamentos.
- Você sente muito sofrimento só de pensar na situação.
- Você organiza a sua vida em torno de não encontrar o que teme.
Como eu trabalho as fobias
Nas fobias, o tratamento de referência é a exposição gradual ao que se teme, uma técnica da terapia cognitivo-comportamental, e a hipnose clínica faz parte de todas as sessões. O trabalho costuma envolver:
- Entender o seu medo: o que você teme que aconteça, quando começou e o que você faz para evitá-lo.
- Questionar as previsões catastróficas, com o questionamento socrático e a reestruturação cognitiva.
- Enfrentar o medo de forma gradual e planejada, do mais fácil ao mais difícil, no seu ritmo e de comum acordo.
- Usar a hipnose como ferramenta. Em muitas fobias, a pessoa carrega uma imagem mental distorcida do que teme. Com a hipnose, é possível focar essa imagem, observar como ela se formou e modificá-la, o que pode alterar a emoção ligada ao objeto. A hipnose também serve para ensaiar mentalmente cada etapa e reduzir a tensão do corpo antes do enfrentamento real. O ensaio mental prepara, mas não substitui a exposição.
O tratamento das fobias específicas costuma poder ser relativamente breve, mas isso varia de pessoa para pessoa e de fobia para fobia. A medicação não é o tratamento principal para as fobias específicas e, quando considerada, é decisão do médico.
Quem conduz o atendimento
Nas fobias, a hipnose me ajuda a trabalhar a imagem que a pessoa carrega do que teme e a ensaiar cada etapa do enfrentamento antes de vivê-la.
Jefferson da Silva, psicólogo (CRP 06/223479). Pós-graduado em Transtornos de Ansiedade e autor dos livros Analisando a Ansiedade e Coragem. Pós-graduado em Hipnose Clínica, com certificação internacional pelo Dave Elman Hypnosis Institute (EUA). Conheça a minha formação.
FAQ - Hipnoterapia para Tratar Fobias Específicas
Veja as principais dúvidas sobre a hipnose clínica (hipnoterapia) para o tratamento de fobias.
Todo medo é fobia?
Não. Sentir medo é normal e protetor. A fobia é um medo desproporcional, persistente e que limita a vida.
Posso ter mais de uma fobia?
Sim. É comum. Cada uma pode ser trabalhada, e o aprendizado de uma costuma ajudar nas outras.
Fobia passa sozinha?
Às vezes um medo diminui com o tempo, principalmente na infância. Quando a fobia já dura meses ou anos e leva a evitar situações, o mais comum é que ela se mantenha ou cresça, porque a evitação impede que o medo seja testado.
Vou ser obrigado(a) a enfrentar o que temo?
O enfrentamento é o centro do tratamento, mas ele é gradual, combinado com você e feito no seu ritmo. Ninguém é forçado a nada.
Fobia tem cura?
As fobias específicas costumam responder bem ao tratamento, e muitas pessoas voltam a fazer o que evitavam, como viajar, dirigir ou fazer um exame. Em fases de estresse, um pouco do medo pode reaparecer, e o que foi treinado ajuda a lidar com ele.
A hipnoterapia pode ajudar nas fobias?
Pode ajudar, em determinados casos. A hipnose permite trabalhar a imagem mental do que você teme e ensaiar cada etapa do enfrentamento antes de vivê-la, e a exposição gradual consolida a mudança na prática. O livro Coragem aprofunda esse caminho. O resultado pode variar de pessoa para pessoa.
Tratamento para fobias no Tatuapé
A hipnoterapia para fobias no Tatuapé é feita no consultório no Tatuapé, perto do metrô. Como parte do enfrentamento acontece fora da sessão, as tarefas são montadas com situações da sua própria rotina: o elevador do trabalho, a escada rolante da estação, a ponte do caminho. Na primeira consulta, você conta qual é o medo, desde quando ele existe e o que deixou de fazer por causa dele. Também é possível fazer o tratamento pela hipnoterapia online.
Conteúdo revisado por Jefferson Silva em 23 de outubro de 2026